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É dos carecas que elas gostam mais...



Por: Suyan Vasconcelos

Apesar da suposta preferência feminina pelos carecas, o risco de tornar-se calvo é uma grande preocupação entre os homens. De acordo com o último censo da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a queixa de alopecia está entre as dez mais frequentes nos consultórios dermatológicos em pacientes de 15 a 39 anos.

As estatísticas explicam por si só: segundo a Organização Mundial de Saúde, metade da população masculina do planeta terá algum grau de calvície até os 50 anos, e esse percentual só tende a subir com o avanço da idade.


Estudos realizados nas últimas décadas apontam que cerca de 10% dos casos ocorrem antes mesmo do homem atingir 20 anos; de 20% a 30% surgem entre os 20 e 30 anos; e de 60% a 70%, após os 40 anos. Essa associação errônea entre idade avançada e calvície é um dos fatores que ainda levam muitos homens a adiar a visita ao médico fazendo com que estes deixem de se beneficiar de eventuais tratamentos que poderiam ter mais sucesso se iniciados precocemente.

A calvície é desencadeada pela transformação da testosterona em diidrotestosterona (DHT), um potente hormônio masculino que atrofia o folículo piloso, levando à queda do cabelo. Essa transfrmação se dá através da ação de uma enzima chamada 5 alfa redutase. Ela ocorre de forma gradual e pode atingir diferentes estágios, provocando desde pequenas entradas na parte frontal dos cabelos até a redução quase total dos fios.

Em relação ao tratamento, medidas gerais como exclusão do uso de medicações que podem favorecer a queda, dieta balanceada, com ingesta adequada de proteínas e ferro, além de tratamento de outras desordens do couro cabeludo, como a dermatite seborreica, são importantes para o sucesso da terapêutica.

Os medicamentos tradicionais, tais quais a finasterida, o minoxidil e o alfaestradiol, podem atuar impedindo a progressão da doença.

Para casos mais avançados de calvície, há ainda o transplante de cabelos, que pode oferecer resultados bastante naturais, constituindo excelente ferramenta associada ao tratamento clínico para os casos mais avançados.

No ultimo Congresso da Associação Americana de Dermatologia que aconteceu em abril em São Francisco foi apontada novas opções de tratamento como o Bimatoprosta, Microagulhamento (que facilita absorção das substâncias), Laser de Baixa Potência (provocam um fenômeno chamado fotobioestimulação atingindo os folículos pilosos provocando um estímulo em folículos viáveis) e Dutasterida (essa ainda aguardando aprovação do FDA).

Lembre-se: Por ser uma doença hereditária, a calvície não tem cura, mas pode ser bem controlada se tratada precocemente. Portanto, aos primeiros sinais de calvície procure seu Dermatologista para iniciar o tratamento e portanto obter melhores resultados.

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