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Política by Adiberto de Souza



Hora de sacudir a poeira

A oposição precisa juntar os cacos da derrota sofrida nas últimas eleições antes que se esfacele de vez. Já passou da hora de os oposicionistas encerrarem a troca de farpas entre eles. Cabe aos senadores Antônio Carlos Valadares (PSB) e Eduardo Amorim (PSDB) sacudir a poeira da acachapante surra eleitoral sofrida pelo grupo e consolar os aliados que ainda não dispersaram para a banda governista. Além de acalmar os brigões, os dois senadores têm a difícil missão de manter no avariado barco oposicionista aqueles que insistem em remar contra a maré. Como se vê, a tarefa de Amorim e Valadares é muito árdua, penosa até. Ademais, se não for executada a contento, novas derrotas os aguardam em 2020 e 2022.

Troca de farpas

Não chamem para o mesmo regabofe o deputado estadual Capitão Samuel (PSC) e o ex-deputado Reinaldo Moura (PSC). Pelas redes sociais, Moura lançou uma série de indiretas sobre a anunciada saída de Samuel do PSC. O militar não deixou por menos. Disse não se arrepender de ter ajudado a eleger o deputado federal André Moura (PSC), mas, “infelizmente, a ingratidão paternal é comum. Os resultados 2014 demonstraram que a bateria mais famosa do Brasil não serve mais para os sergipanos, já está ultrapassada”. Homem, vôte!

Alunos de JB

O ex-governador Jackson Barreto (MDB) não perdoa os pastores Heleno Silva e Jony Marcos – ambos do PRB – por terem trocado o governo pela oposição na véspera da última campanha eleitoral. Oxente, e quem foi que deixou a oposição na mão para apoiar a reeleição do então governador Albano Franco? Assim como fizeram agora Heleno e Jony, dias antes das convenções de 1998, Jackson deixou o time oposicionista a ver navios para se aliar justamente com quem, quatro anos antes, o tinha derrotado na disputa pelo governo. Decididamente, macaco não olha para o rabo. Homem, vôte!

Vida mansa

No retorno das férias legislativas, o vereador aracajuano Fábio Meirelles (PPS) vai reapresentar o projeto propondo a redução do recesso dos atuais três meses ao ano, para 50 dias. Ele acha um absurdo que em quatro anos de mandato o parlamentar fique 360 dias de pernas pro ar. Quer apostar uma mariola como a proposta de Meireles será rejeitada novamente?

Volta à terrinha

Após alguns dias descansando exterior, o senador eleito Rogério Carvalho (PT) está de volta a Sergipe. O primeiro compromisso político do petista foi visitar o prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana (MDB). Aproveitou para convidá-lo a retornar ao PT. Após o encontro, Rogério elogiou o emedebista pelo trabalho que realiza na quarta cidade mais antiga do Brasil.

Banco no mercado

E quem está sorrindo de orelha a orelha é o vereador Jason Neto (PDT). Tudo porque a Caixa Econômica Federal anunciou a instalação de um banco 24 horas no Mercado Virgínia Franco, centro de Aracaju. Defensor do benefício, o pedetista diz que o banco é uma antiga reivindicação dos comerciantes, devido o grande volume de dinheiro que circula nos mercados centrais. Segundo a CEF, o banco será inaugurado no próximo dia 25. Legal!

Acidente preocupa

O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) enviará à Câmara de Vereadores um projeto proibindo a venda de combustíveis em locais que não atendem as exigências de segurança. O comunista acatou a reivindicação do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo em Sergipe. A entidade também pediu autorização para a venda de gás de cozinha nos postos de combustíveis da capital. Edvaldo prometeu analisar o pleito.

Briga de foice

Perde tempo quem tentar reaproximar o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) do deputado federal André Moura (PSC). Os dois vivem brigando. Agora mesmo Vavá acusa Moura de “plantar” notícia falsa: “Em 2016, como coordenador da bancada, propus para Aracaju uma emenda impositiva, que não precisa de padrinho pra liberar, no valor de R$ 124 milhões. André se apropria de parte desta emenda já liberada e se apresenta como autor”. Aff Maria!

Apoio com ressalva

O deputado federal Laércio Oliveira (PP) é favorável à reforma da Previdência, porem faz uma ressalva: “Desde que ela não retire os direitos já conquistados”. Segundo o pepista, ou o Congresso aprova esta reforma “ou não tem emprego e nem tem como pagar os aposentados nos próximos anos”. Laércio acredita que a proposta do governo estabelecerá 65 ou 67 anos como idade limite para o sujeito se aposentar. Crendeuspai!

Hora da morte

O cidadão que decidir adquirir um revólver ou pistola vai desembolsar uma boa grana. Além de comprar o armamento é preciso gastar com os documentos necessários para garantir a posse. O revólver mais barato, um calibre 38, custa a partir de R$ 3,1 mil. E o suplicante terá que gastar R$ R$ 88 com o registro na Polícia Federal, R$ 280,87 com a avaliação psicológica e cerca de R$ 240 com instrutores de armamento e tiro. Será que vale a pena? Só Jesus na causa!

Recorte de jornal


Publicado no jornal aracajuano O Imparcial, em 26 de dezembro de 1918.

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