Campanha de combate ao trabalho escravo chega em Tobias Barreto
- Luxo Aju
- há 42 minutos
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Dando continuidade a programação da campanha de combate ao trabalho análogo ao de escravo, o Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) e o Instituto Social Ágatha levaram conscientização sobre esse tema para a população da cidade de Tobias Barreto.
Nesta segunda-feira (2), os órgãos estiveram presentes no Complexo Feira da Coruja para realizar a distribuição de uma cartilha educativa, que orienta como identificar um caso de trabalho escravo. E, também, promoveram mais uma apresentação da peça teatral “Quando a esmola é grande, tem que desconfiar”, produzida pela equipe da Tampa Produções Artísticas, na sede da Secretaria de Assistência Social de Tobias Barreto.
“Uma das atividades econômicas em que, no Brasil, o trabalho escravo tem sido identificado é a indústria têxtil, o setor de confecção. E Tobias Barreto é um polo têxtil em plena ascensão aqui em Sergipe. Embora a gente não tenha, até então, denúncias de trabalho escravo nessa atividade aqui em Tobias, nós estamos pensando na prevenção e buscando dificultar qualquer possibilidade que, na cadeia produtiva têxtil da cidade, o trabalho escravo venha ocorrer”, explicou o procurador do Trabalho Adroaldo Bispo.

A secretária de Assistência Social de Tobias Barreto, Zanna Caroline, destacou a parceria entre os diversos órgãos públicos e sociedade como um passo fundamental para o combate ao trabalho escravo. “É muito importante estarmos juntos nesse processo de combate a esses temas tão relevantes para nossa sociedade. A secretaria agradece por essa ação e reforça que esses temas devem ser combatidos sempre. A sociedade precisa estar junta, porque somente juntos, órgãos e população, a gente pode combater qualquer tipo de abuso aos seres humanos”.
Para o diretor teatral Raimundo Venâncio, uma das formas mais eficientes de interagir com a sociedade e comunicar uma mensagem é por meio da arte. E, ontem, com a peça teatral, a população de Tobias Barreto pôde compreender de uma forma simples como se dá o processo de trabalho escravo.
“Quando a gente pega um tema muito sério de ser abordado, a gente chega com a arte para tentar dialogar de uma forma mais simples para que a população entenda sobre aquele assunto e fique atenta ao que está acontecendo. Tentamos levar a arte de uma forma que sensibilize, para que a gente possa lutar contra esse mal que aflige totalmente a humanidade”, disse o diretor.



