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  • Foto do escritorLuxo Aju

Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza ação de conscientização sobre prevenção do suicídio



O suicídio é um problema de saúde pública, com impactos na sociedade como um todo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que no mundo mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio anualmente, sendo a quarta maior causa de mortes de jovens de 15 a 29 anos de idade.

Trata-se de um fenômeno complexo e multicausal, de impacto individual e coletivo, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, gêneros, culturas, classes sociais e idades, e pode ser influenciado por fatores sociológicos, econômicos e políticos, passando pelos psicológicos, psicopatológicos e biológicos.

Mesmo diante da complexidade da ocorrência, as intervenções de diagnóstico, atenção aos sintomas, prevenção e tratamento adequado aos transtornos mentais, ações de conscientização, promoção de apoio socioemocional, entre outras, são estratégias que podem prevenir as lesões autoprovocadas intencionalmente e as ideações suicidas.

Os dados mostram que as lesões autoprovocadas superam as mortes por HIV, malária, câncer de mama, guerras ou homicídios. Por conta do quadro alarmante, desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com Conselho Federal de Medicina (CFM), realiza no Brasil a campanha Setembro Amarelo.

Como forma de ampliar o debate e chamar a atenção do público sobre o tema, de 22 a 24 de setembro, o Centro de Valorização da Vida (CVV), com apoio do RioMar Aracaju e o Instituto João Carlos Paes Mendonça - IJCPM, promove ação alusiva à campanha Setembro Amarelo. A iniciativa do Centro traz como mote “Acolher é Cuidar”, intervenção que destaca a proposta do CVV para 2023.

Durante a ação, o público poderá contar com o atendimento de uma equipe de voluntários do CVV que irá tirar dúvidas, divulgar o serviço 188 – número nacional de prevenção do suicídio -, distribuir material educativo e captar pessoas que tenham interesse em participar de cursos para voluntários. O atendimento ao público acontecerá em frente ao Ceac, no Piso L1, na sexta e sábado, das 10h às 22h, e no domingo, das 14h às 20h.

SOBRE O CVV

Centro de Valorização da Vida atua na prevenção do suicídio e apoio emocional

O Centro de Valorização da Vida (CVV) é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal, que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias.

Em 2022, o CVV ofereceu 3.431.628 apoios emocionais em todo Brasil, somados os atendimentos por telefone, chat, e-mail, carta e presencial. O atendimento é realizado por voluntários treinados para oferecer apoio emocional, acolhimento e orientação a pessoas em situação de crise ou que necessitem de um espaço de escuta.

O CVV também desenvolve ações abertas à comunidade que estimulam o autoconhecimento e melhor convivência em grupo e consigo mesmo. Para saber mais sobre o CVV, acesse o site https://www.cvv.org.br/ ou ligue para 188 (24 horas e sem custo de ligação).

DADOS SOBRE O SUICÍDIO NO BRASIL

Com base nos dados de óbitos por suicídio assinalados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), entre 2010 a 2019, o Brasil registrou 112.230 mortes por suicídio, com um aumento de 43% no número anual de mortes, de 9.454 em 2010, para 13.523 em 2019. As taxas de mortalidade do período apresentaram um aumento do risco de morte por suicídio em todo o Brasil, destacando-se o Sul e Centro-Oeste, com as maiores taxas de lesões autoprovocadas entre as regiões brasileiras.

A pesquisa mostra que os homens apresentaram um risco 3,8 vezes maior de morte por suicídio que mulheres. Entre o gênero masculino, a taxa de mortalidade por suicídio em 2019 foi de 10,7 por 100 mil, enquanto entre mulheres esse valor foi de 2,9. Comparando os anos de 2010 e 2019, verificou-se um aumento de 29% nas taxas de suicídios de mulheres, e 26% das taxas entre homens.

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