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  • Luxo Aju

ENTREVISTA: Bate-papo sobre marketing político com Rafael Galvão



Nosso entrevistado de hoje será Rafael Galvão, profissional de marketing com uma vasta experiência no mercado da comunicação. Atua há mais de 20 anos nesse mercado, sempre em trabalhos de bastidores e varejo. Há 10 anos vem colecionando também algumas vitórias históricas na política sergipana. Ele nos traz, com muita propriedade, aspectos atuais de uma campanha eleitoral e algumas dicas.


Rafael é proprietário da Inside Mkt, empresa especializada em marketing com foco em resultados e alta performance, assessoria de comunicação e marketing para empresas privadas e públicas. É também sócio da Gêdois comunicação, empresa especializada em comunicação On e off-line com foco em estratégias e criatividade no mundo digital e tradicional. Para aqueles que querem saber mais sobre nosso entrevistado, siga suas redes sociais (@rafag2 @g2propaganda @gotoinside).

L.A: Como você ingressou na comunicação política?


Venho de agência de varejo, onde atuei por 18 anos, mas sempre tive uma queda por estratégias e gestões de crises. Há 10 anos recebi o convite de Theo Neto, uma referência em política no estado de Sergipe, profissional com passagens por agências como Duda Mendonça, e que colecionou experiências em campanhas nacionais e internacionais. O convite era para tocar um projeto político. Naquela época foi um grande desafio, porém alinhado ao meu perfil de enfrentar grandes obstáculos, apaixonado por planejamento e gestões de crises, encarei e estou até hoje com bons resultados em todas que gerenciei.


L.A: Quais as tendências do marketing digital e das novas tecnologias na área política?

Com a ascensão das novas redes sociais como o Tik Tok, o reels do Instagram e o Shorts do Youtube, a tendência é que a comunicação fique cada vez mais curta e rápida. Com a política não é diferente. Acredito que aquele que souber adaptar-se a essa realidade, utilizando essas plataformas e, principalmente, o alcance delas, larga na frente.

L.A: Qual o peso do marketing digital e do marketing tradicional numa campanha?

Não há muita diferença entre um e outro, o que temos é uma junção de plataformas e dados que nos conduz a uma aproximação direta com quem queremos falar. Os princípios do marketing são os mesmos. O que muda é o comportamento das pessoas, a forma de consumo de conteúdos e, consequentemente, as estratégias, análises de dados e a possibilidade de implementar ajustes quase em tempo real.

Com o digital, podemos definir e monitorar grupos de interesses, o que leva a uma comunicação muito mais assertiva.

L.A: A demora dos candidatos procurarem um estrategista digital prejudica uma campanha?


Rafael: Com certeza! Um estrategista não é somente aquele que vai mapear a campanha e dar um norte para onde ela deve ir nas redes sociais. Lógico que tem que ouvir o candidato, ver o que ele defende, se já tem um plano de atuação, caso vença, montado, e tudo isso demanda tempo. Ou seja: quanto mais o candidato demora, mais a comunicação dele será feita às pressas. Se o proponente quer uma campanha bem-feita nas redes sociais, deve procurar um estrategista digital com bastante antecedência. Vejo com muito cuidado esse tipo de atitude de alguns, na era digital, temos de criar um relacionamento o ano inteiro como nosso target. É uma amizade como outra qualquer, devemos cultivá-la, levar conteúdos políticos, realizações, bandeiras e pontos de vistas em relação a tudo que acontece nos bastidores e no dia a dia dos políticos. Principalmente os que estão em mandatos. Tudo isso com base nos valores que representam o candidato e as demanda da sociedade, com informações fundamentadas por pesquisa.

L.A: Imagino que não seja simples assim, O que deve ter numa campanha digital?


Muita pesquisa e análise de dados, esse é o grande diferencial. Saber fazer a leitura do momento e traçar estratégias de acordo com o perfil e valores do candidato, para posicioná-lo diante das demandas da população. As pessoas precisam saber e conhecer o que esse candidato representa.

A partir daí tem uma sequência de ações que precisam ser feitas para fazer melhores entregas de conteúdos e, assim, elevar a percepção dos candidatos. Isso é um trabalho de formiguinha, que não acontece da noite pro dia. Para isso precisamos de conteúdos ricos, Interatividade e diversidade de redes. E temos de trabalhar com conteúdos para as plataformas onde o planejamento aponta o persona do candidato e para cada um com sua linguagem específica.

L.A: Qual a importância do planejamento prévio para o sucesso de uma campanha eleitoral?


Esse é o ponto fundamental, sou apaixonado por planejamento e gestão de crises. Em toda campanha o candidato deve mostrar quem ele é, quais são suas propostas, alinhamento político, ideias, valores e anseios. E isso demanda tempo. Este ano, a campanha eleitoral será a mais curta da história, com apenas 46 dias. Por isso, o planejamento prévio é tão importante para uma campanha de sucesso. Com os dias tão apertados, o TSE abriu aos pré-candidatos a possibilidade de poderem falar um pouco sobre si, o que já fizeram na vida pública, os planos e projetos que têm para a população, dentre outros, antes do período eleitoral. Largar na frente e começar já esse posicionamento deve ser prioridade a todos que pretendem concorrer ao pleito em 2022.

L.A: Quais estratégias gerais devem ser adotadas pelos políticos numa campanha?


Contratar alguém especializado e que faça isso como uma jornada diária em busca de um objetivo. Não deixe para a última hora. Isso vai custar mais caro e, talvez, não seja tão eficaz. Diferente daqueles que fazem isso rotineiramente, tenho candidatos a prefeito para 2024 que já estão fazendo trabalhos de base.

L.A: Qual é o segredo para obter sucesso?


Humildade, planejamento, resiliência e sempre buscar profissionais altamente qualificados. Eu sempre procuro ter pessoas que sejam melhores que eu em tudo para fazer parte da minha equipe. Com isso, posso entregar bons resultados e aprender bastante.

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