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  • Foto do escritorLuxo Aju

Hospital de Cirurgia realiza primeiro Mutirão da Urologia



Com história quase centenária de cuidados com a população sergipana, o Hospital de Cirurgia (HC), através do seu Serviço de Urologia, realizou nesta última segunda-feira, 1º, o primeiro Mutirão da Urologia, com o objetivo de reduzir a fila de espera de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).


Conduzido pelos médicos urologistas Dr. Diego Marques, Dr. Iure Carvalho, Dr. João Mussy e Dr. Bruno Garcia, o mutirão do HC foi feito estrategicamente no dia 1º de maio, feriado do Dia do Trabalhador. Trata-se de um esforço concentrado do Cirurgia para desafogar o fluxo de demandas de procedimentos cirúrgicos urológicos da rede estadual de saúde.

No total, 12 pacientes passaram por dois tipos de procedimentos cirúrgicos urológicos durante o mutirão: ressecção endoscópica de próstata e ureterolitotripsia transureteroscópica. Todos operados já haviam passado por consultas e avaliações no Ambulatório Geral do hospital e estavam aguardando a cirurgia.


Procedimentos


Foi dada prioridade aos pacientes que haviam passado por cirurgia de urgência e estavam em uso de cateter Duplo J para desbloqueio das vias urinárias e devido à urgência de resolução completa do cálculo renal. Além disso, recomenda-se que o uso do cateter não ultrapasse três meses em virtude do risco de calcificação. Também tiveram prioridade aqueles que portavam uso de sonda.


“80% dos procedimentos foram com pacientes que estavam com cálculos renais, que estavam na fila há um tempo e também que estavam com o cateter Duplo J, que é um cateter de drenagem, utilizado em pacientes que estão com os rins bloqueados, e que o ideal é que permaneça no paciente por apenas três meses”, explica Dr. Diego Marques, médico urologista.


Segundo o Dr. Diego Marques, cada cirurgia durou entre 1h e 1h30 e foram minimamente invasivas, contribuindo para a alta rápida dos pacientes. Ele explica como ocorreram os procedimentos.


“A ureterolitotripsia transureteroscópica acontece sem cortes, com uso de laser, por meio de um aparelho que vai até o rim, onde o cálculo renal estiver e o esfarela com o laser. É uma cirurgia na qual o paciente tem alta precoce, retornando as atividades rapidamente também. Já na Ressecção Endoscópica de Próstata acontece a raspagem da próstata para pacientes que têm obstrução nela. Priorizamos aqueles que estavam utilizando sonda vesical, visto que a próstata tinha obstruído totalmente o trato urinário inferior”, explicou.


Qualidade de vida


O urologista ressalta ainda a qualidade de vida que ambos os procedimentos oferecem aos pacientes operados. “Além de possibilitar o retorno rápido às atividades, o paciente também se vê livre de cólicas renais. Para quem faz uso da sonda, o benefício é claro, visto que, após o procedimento, o uso não é mais necessário”, enfatizou.


Beneficiados


Gildásio Pereira da Silva, 57 anos, foi um dos pacientes do SUS que participaram do mutirão. Ele passou por ressecção endoscópica da próstata e há um ano esperava pelo procedimento cirúrgico.


“Procurei médico, me encaminharam para cá e cheguei nesse hospital maravilhoso. Fiz todos os exames necessários e foi feita a cirurgia, que foi perfeita. O atendimento do hospital está de parabéns, equipe toda maravilhosa e atenciosa”, relatou Gildásio Pereira.


Outro beneficiário do mutirão do HC foi Leonardo Cardoso de Lisboa, 32 anos, que há quatro meses esperava por cirurgia urereterolitotripsia transureteroscópica. “Eu descobri o meu caso quando estava no Mato Grosso. Fui urinar, começou a sangrar, aí forçou mais um pouco e saiu um cálculo. Como eu estava sem a minha família lá, resolvi vir fazer o meu tratamento aqui em Sergipe. Fui super bem tratado aqui no hospital, médico nota dez, todo mundo perfeito”, contou.

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