top of page
  • Foto do escritorLuxo Aju

Política by Adiberto de Souza


Farinha do mesmo saco


A maioria dos pré-candidatos ao governo de Sergipe é farinha do mesmo saco. Essa quase igualdade de pensamento entre eles vai dificultar a escolha do eleitor no pleito que se avizinha. Forjados na mesma fábrica política, Edvaldo Nogueira (PDT), Fábio Mitidieri (PSD), Laércio Oliveira (PP), Ulices Andrade e Rogério Carvalho (PT) pensam tão parecido que estão juntos há muito tempo. Todos estiveram nos palanques dos ex-governadores Marcelo Déda (PT), Jackson Barreto (MDB) e do atual Belivaldo Chagas (PSD). Aliás, Rogério fazia parte do grupo governista até um dia desses. Só rompeu com os amigos da velha guarda por acreditar que do outro lado da cerca tem mais chance de se eleger. Portanto, se não surgirem novos nomes com força eleitoral para enfrentar os governistas, os sergipanos não terão muitas opções de voto. Caso elejam qualquer um dos aqui citados verão que, apesar da mudança de figuras, o reisado continuará o mesmo em 2023. Misericórdia!


Bem na fita


Sergipe está bem na fita do PDT. A convenção nacional do partido, ocorrida sexta passada, catapultou o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, à direção nacional. O deputado federal Fábio Henrique, presidente da legenda em Sergipe, também se manteve na direção pedetista. Caso o parlamentar deixe a sigla como se alardeia, o PDT sergipano será comandado por Nogueira. Ah, bom!


Costura difícil


Muita água ainda passará debaixo da ponte antes que governo e oposição definam suas chapas majoritárias. O zunzunzum ouvido em ambos os lados permite antever que os times só serão definidos depois de abril, quando todos já estiverem acomodados nos partidos pelos quais disputarão as eleições. Neste cenário de incertezas, fica difícil arriscar um palpite sobre as chapas que se enfrentarão em outubro deste ano. Aqui pra nós, é melhor não apostar nadica de nada. Credo!


Sonha com o Senado


Veja o que publicou no Jornal da Cidade a colega Thaís Bezerra: “Surgiu mais um pré-candidato a senador: é o deputado estadual Gilmar Carvalho (PSC). Talvez por achar pequeno o número de pretendentes à cadeira ocupada pela senadora Maria do Carmo Alves (DEM), Gilmar se diz disposto a ir à luta pela única vaga ao Senado. E o deputado espera contar com o apoio de quem para encarar tamanha empreitada? Carvalho afirma que só precisa do apoio dos sergipanos para enfrentar os demais. Resta saber se os conterrâneos do deputado também pensam como ele. Aguardemos, então”. Marminino!


Trair e coçar...


É estranho ouvir políticos reclamando que foi traído ou que o governo estadual está cheio de ocupantes de cargos em comissão que votam no senador Rogério Carvalho (PT), pré-candidato a governador. Ora, e qual é o político que não acende uma vela para Deus e outra para o diabo? Aos sujeitos que andam por aí, com anzol nas costas, procurando traídas, vale lembrá-los o velho adágio popular: trair e coçar, é só começar. Arre égua!


Passaporte vacinal


O Sindicato dos Bancários de Sergipe vai propor ao prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) que oriente os bancos de Aracaju a exigirem dos clientes o atestado de vacina contra a covid-19. Segundo a líder sindical Ivânia Pereira, a exigência se justifica diante do grande número de bancários infectados pelo coronavírus. Somente na última semana, quatro agências foram fechadas na capital devido a infestação da doença. Por estarem todos imunizados, os bancários positivados não tiveram o quadro de saúde agravado. Ainda bem!


Síndrome de Odorico


Desde o sucesso da novela global “O Bem Amado”, há quase meio século, nenhum prefeito sergipano se dispõe a construir cemitérios. Temem repetir a saga do personagem central da trama, Odorico Paraguaçu, que foi o primeiro defunto sepultado no cemitério construído por ele na imaginária cidade de Sucupira. O último campo santo edificado em Aracaju foi o Colina da Saudade, em 2003, e assim mesmo pela iniciativa privada. O superlotado Cemitério São João Batista foi construído na década de 60 pelo então prefeito Conrado de Araújo. Já faz muito tempo, né? Danôsse!


Atitude criminosa


O senador Alessandro Vieira (Cidadania) classificou como “criminosa” a manifestação antivacina de Hélio Angotti Neto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. A nota técnica assinada por Angotti afirma que as vacinas contra a covid-19 não têm efetividade nem segurança demonstradas, mas que a hidroxicloroquina tem. Segundo o senador, a nota do dito cujo desrespeita o factual, a realidade e tem que ser combatida em todas as esferas. “Não é mais hora de discursos, mas de encontrar mecanismo para lidar com um governo criminoso”, alerta Vieira. Crendeuspai!


Disputas naturais


É natural os partidos apresentarem nomes para disputar cargos majoritários nas eleições deste ano e até ameaçarem romper com os aliados se forem preteridos em seus desejos. Ao contrário do que alguns pensam, não há nada de errado em conversar, superar obstáculos e se fortalecer. Caberá ao governador Belivaldo Chagas (PSD) apoiar as pretensões dos correligionários ou convencê-los do contrário, se quiser manter viva a robusta aliança política que coordena em Sergipe. Simples assim!


Procura um partido


E quem anda a procura de um partido político para se filiar é o engenheiro civil Clóvis Neto. Com projeto para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, o distinto se considera diferente de boa parte dos atuais parlamentares. Neto do presidente do Avante em Sergipe, Clóvis Silveira, o jovem pré-candidato já conversou com dirigentes de várias legendas, mas ainda não decidiu em qual delas se filiará. Ele jura que só não será o Avante. Então, tá!


Ameaça de revolta


O governador Belivaldo Chagas (PSD) terá dificuldade para colocar água na fervura do Movimento Polícia Unida. Prova disso é a reação contrária da categoria à promessa do Executivo sergipano de enviar ao Legislativo um projeto de reestruturação das Polícias. O governo promete reduzir os tempos de promoção e criar uma classe final, com ganho real, e ajuste na classe de acesso. Em carta aberta aos sergipanos, o Movimento afirma que se o governo pensa que pacificará a Polícia com tal projeto está completamente equivocado. E conclui ameaçando que “ocorrerá justamente o contrário: a revolta da tropa será vista como nunca antes”. Home vôte!


A mão que afaga...


E um bebinho recorreu ao poeta paraibano Augusto dos Anjos para comentar o rompimento político entre o prefeito de Itabaiana, Adailton Sousa (PL), com seu vice Neném do Verso (PSDB): “O beijo, amigo, é a véspera do escarro!”. Misericórdia!


Recorte de jornal


Publicado no jornal aracajuano O Nordeste, em 21 de abril de 1948.

Comentários


bottom of page