Política by Adiberto de Souza

Governistas de Sergipe fizeram cabelo, barba e bigode
Os governistas sergipanos deram um passeio no 1º turno das eleições, vencendo a disputa de cabo a rabo. Além da folgada reeleição do governador Fábio Mitidieri (PSD), o bloco da situação reelegeu os senadores Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB) e robustas bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Por sua vez, a oposição liderada pelo candidato a governador Valmir de Francisquinho (Republicanos) cantou vitória antes do tempo e deu com os burros n’água. Diferente do que diziam as pesquisas de intenção de votos, o grupo oposicionista não conseguiu eleger o delegado André David (Republicanos) para o Senado e assistiu e derrota do deputado federal Thiago de Joaldo (Republicanos), um dos mais ferrenhos críticos do governo Mitidieri. O fracasso da oposição nas eleições de ontem também deixa sequelas para a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos). Além da derrota de Francisquinho, ela não conseguiu eleger o sobrinho Matheus Corrêa para a Assembleia e a jornalista Susane Vidal (Republicanos) para a Câmara Federal. D’agora em diante, a distinta vai ter que se empenhar para recuperar parte do eleitorado da capital sergipana conquistado pelo governador Fábio Mitidieri. Do contrário, a gestora terá problemas em sua reeleição daqui a dois anos. Portanto, como dizem os desportistas, na peleja eleitoral de ontem, os governistas de Sergipe fizeram cabelo, barba e bigode. Marminino!
Pelo caminho
Tidos como favoritos por quase todas as pesquisas, o delegado André David (Republicanos) e André Moura (União) ficaram pelo caminho na disputa pelas duas vagas para o senado. O policial ficou na 3ª posição com 378.710, seguido de Moura com 377.669 votos. A derrota do mandachuva do União Brasil serviu para demonstrar que para se eleger não basta apenas ter o apoio robusto de prefeitos e lideranças do interior. O consolo de André é que a filha Yandra (União) foi reeleita para a Câmara Federal com 115.903 votos. Meno male!
Colecionando derrotas
E quem já deve estar de mala pronta para voltar a Goiás é o bolsonarista Wellington Camargo (PL). Irmão do cantor Zezé de Camargo, o dito cujo se candidatou em Sergipe para a Câmara Federal, tendo conseguido um punhado de votos: apenas 596, muito pouco para conquistar uma das oito vagas em disputa. Esta não é a primeira derrota do rapaz. Anteriormente, os eleitores goianos e paulistanos já o haviam derrotado, respectivamente, para a Assembleia e Goiás (2006) e a Câmara Municipal de São Paulo (2024). Ora, se os conterrâneos de Wellington Camargo – que o conhecem muito bem - e os paulistanos o derrotaram, por que diabos os sergipanos iriam elegê-lo? Creindeuspai!
Novo vereador
Aracaju vai ganhar um novo vereador em 2027: estamos falando de Everton Souza (PV). Ele herdará o mandato do petista Camilo Daniel (PT), eleito ontem para a Assembleia Legislativa. O petista vem a ser filho do reeleito deputado federal João Daniel (PT). Candidato à Câmara Federal, Everton gastou as solas dos sapatos, pedindo votos pra ele e Camilo. Não conseguiu um mandato no Congresso, mas a eleição do vereador petista lhe garantiu um mandato de dois anos na Câmara de Aracaju. Então, tá!
Tradição quebrada
O senador Alessandro Vieira (MDB) quebrou uma tradição ao conquistar, ontem, o segundo mandato. Surpresa das eleições de 2018, quando foi eleito com exagerados 474.449 votos, o emedebista obteve, ontem, 399.775 votos e conquistou a segunda vaga. Alessandro é o primeiro político de Sergipe obter o segundo mandato após ter sito eleito anteriormente graças ao “cavalo selado” que passou na porta dele. Outros políticos também eleitos devido à misteriosa montaria, não tiveram a mesma sorte de Vieira. Entre eles estão os saudosos ex-senadores Gilvan Rocha (1975–1983) e Eduardo Dutra (1995-2003). Ah, bom!
Caiu no choro
Feliz da vida com as reeleições dos filhos Fábio (PSD) para o governo e Maisa (PSD) para a Assembleia Legislativa, o secretário estadual da Casa Civil, Luiz Mitidieri, caiu no choro quando a Justiça Eleitoral anunciou a vitória dos herdeiros. Vale ressaltar que o veterano político ainda festejou a eleição do sobrinho Cláudio Mitidieri (PSB) para a Câmara Federal. Aliás, a alegria de Luiz Mitidieri só não foi completa porque André Moura não se elegeu senador. O mandachuva do União Brasil tinha como segunda suplente a vereadora de Aracaju, Selma França (PSD), cunhada do secretário da Casa Civil. Aff Maria!
Sumiu por que?
Quem não compareceu, ontem, às urnas nem justificou a ausência no dia do pleito, têm até 60 dias após cada turno para se justificar. E a justificativa pode ser apresentada pelo aplicativo e-Título, pelo Sistema Justifica ou por meio do envio do Requerimento de Justificativa Eleitoral – pós-eleição à zona eleitoral competente. É preciso entregar ainda a documentação comprobatória da impossibilidade de comparecimento ao pleito. O exame da justificativa ficará a cargo da autoridade judiciária da zona eleitoral responsável pelo título. Vale lembrar que cada turno é contabilizado como uma eleição. Você tá nessa?
PL naufragou
O PL fracassou quase por completo na disputa eleitoral de Sergipe. Teve o candidato a governador Ricardo Marques cassado por renúncia do vice e não conseguiu eleger para o Senado o mandachuva do partido Rodrigo Valadares. O outro postulante a senador da legenda, coronel Rocha, também foi derrotado, ocorrendo o mesmo com os dois principais candidatos à Câmara Federal Luizão Dona Trampi e Moana Valadares. Para não dizer que perdeu as eleições de cabo a rabo, o PL elegeu Luciano Pimentel e Fernandinho Franco para as Assembleia Legislativa. É muito pouco para uma sigla que mais recebe recursos dos Fundos Partidário e Eleitoral. Arre égua!
Valentona presa
Uma eleitora foi presa, ontem, em Japoatã após agredir mesários, jogar a urna eletrônica no chão e peitar os policiais militares. Segundo os agentes de segurança, a mulher apresentou comportamento agressivo contra os servidores da Justiça Eleitoral e tentou agredi-los quando estes resolveram contê-la. Diante da situação, a eleitora foi algemada e conduzida à delegacia. Vale ressaltar que apesar do tombo, a urna eletrônica continuou funcionando, para alegria dos demais eleitores. Deus é mais!
Cuia de votos
O candidato Sérgio Santana (Pode) foi o menos votado para a Assembleia Legislativa de Sergipe. O suplicante teve apenas 34 votos, naturalmente já contando com o dele. Na outra ponta, o deputado estadual reeleito Cristiano Cavalcante (União) aparece com o mais votado da disputa com exatos 52.765 sufrágios. Já para a Câmara Federal a quilombola Maria Raimunda (DC) foi a menos votada em Sergipe, com apenas 33 votinhos, infimamente menos do que Yandra Moura, que recebeu os votos de 115.903 eleitores. Cruz, credo!







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